sábado, 18 de abril de 2020

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES ACERCA DE CONSULTORES E SERVIÇOS DE CONSULTORIA (1)


Não tenho dúvida de que ser Consultor tem suas vantagens, como por exemplo:

Liberdade de horário, o que significa que o Consultor pode trabalhar em horários flexíveis, podendo mesclar seus compromissos profissionais com atividades pessoais e/ou familiares, sem se preocupar com a rigidez do horário de trabalho peculiar de uma empresa.

Liberdade de opinião, o que significa que o Consultor pode (e em alguns casos, deve) opinar sobre os assuntos que envolvem sua área de atuação e que, mais precisamente, pertencem ao universo do escopo para o qual foi contratado, mas, evidentemente, sempre com moderação, ética, sigilo e respeito pelos demais profissionais com os quais está convivendo.

Possibilidade de frequentar diversos ambientes e se relacionar com diferentes pessoas em curtos espaços de tempo, transitando de uma empresa para outra (quando possível, em função de seus clientes), evitando, com isso, cair na rotina e na mesmice da repetitividade.

Possibilidade de ampliar seus conhecimentos profissionais, culturais e educacionais devido aos desafios dos projetos que assume, obrigando-se a estar permanentemente atualizado dentro de sua área de atuação.

Ressalto que as vantagens acima são fruto de opinião pessoal, de sorte que outros profissionais consultores poderão oferecer outras vantagens, visto que neste caso prevalece a visão pessoal do respondente.

Acredito que a consultoria é importante para o crescimento das Organizações; pois, o Consultor leva para a Organização uma visão diferenciada e não viciada, ou seja, ao chegar numa Organização para realizar um projeto, por mais curto ou simples que ele seja, o Consultor sempre oferecerá uma opinião, uma visão, uma sugestão para a solução de um problema diferente daquilo que a empresa já discutiu ou mesmo decidiu.

Outra importância é que o Consultor, quando bem utilizado pela empresa, pode servir de contraponto ao modelo de gestão que a empresa está praticando, oferecendo sugestões de melhorias em processos e em modelos de análise de problemas e tomadas de decisão, isto por que como elemento externo o Consultor não está “contaminado” pela cultura organizacional nem pelo clima interno reinante na empresa.

Mesmo assim, algumas organizações são resistentes em contratar um serviço de consultoria por
que não acreditam que uma visão externa aliada a um conhecimento diferenciado possa ajuda-las a solucionar seus problemas, sejam eles, de gestão, técnicos, administrativos, comerciais, financeiros ou operacionais, por exemplo.

Algumas empresas preferem buscar soluções internas, na base da “tentativa e erro” do que contratarem consultorias especializadas no assunto, por acharem que suas soluções caseiras são mais baratas do que o valor cobrado por uma consultoria, o que nem sempre é verdade.  A questão é que os “custos das soluções internas” nem sempre são contabilizados, daí a impressão errônea de que “fazer em casa” é mais barato do que contratar um Consultor.

Outras empresas, infelizmente, resistem em contratar serviços de consultoria devido a terem vivenciado experiências negativas no passado com consultores “amadores” que não atingiram os objetivos do processo e com isso deixaram uma imagem negativa nas empresas.

Entendemos que são cinco as principais competências necessárias para que o consultor desempenhe com sucesso seu trabalho.

·      Visão sistêmica, que significa enxergar e compreender o funcionamento da empresa cliente como um todo;
·      Capacidade de trabalhar sob pressão, por que seus prazos são sempre menores do que os prazos ideais e o cliente cobra resultados continuamente;
·      Ética, que é a capacidade de se manter isento e transparente no trato dos assuntos internos dos clientes e, principalmente, manter em sigilo das informações a que tem acesso nos clientes;
·    Equilíbrio emocional, que significa que ele deve entender que trabalha para uma empresa que pode ou não aceitar suas sugestões, recomendações ou soluções e que, exatamente por isso, não deve se comportar como “dono da verdade”, perdendo o equilíbrio mental quando suas propostas são questionadas, criticadas ou não aceitas pelo cliente. Equilíbrio é fundamental na prestação de serviços personalizados.
·      Senso de urgência, que é a capacidade de estabelecer prioridade para as suas ações, levando em conta os impactos e a relevância de suas tarefas para o cliente, o que significa, que o Consultor deve sempre trabalhar num ritmo que atenda os prazos contratuais e as expectativas do cliente que o contratou.
Por fim, apresento a seguir alguns cuidados principais que o consultor deve ter para assegurar a perspicácia da consultoria.

·  Ser cauteloso em suas opiniões e ações, não se adiantando aos fatos nem às suas consequências, manter-se atento em tudo que acontece no cliente.

·    Ver e ouvir muito e falar pouco, porém, mantendo-se “ligado” ao que acontece no ambiente da empresa cliente e em seu entorno (ambiente externo) para, sempre que possível, agregar novos fatos e novas informações ao seu trabalho, mostrando para o cliente sua sagacidade em servi-lo.

·      Não querer impor uma imagem do “eu sei tudo” e passar o tempo emitindo opinião em tudo que é assunto, mesmo naqueles fora do escopo de seu contrato.

Em síntese, no exercício da Consultoria, ser prudente e parcimonioso são boas características de um Consultor perspicaz.

Se você está pensando em contratar uma Consultoria em Gestão e/ou em Recursos Humanos, para reorganizar e preparar sua empresa para novos desafios, converse conosco.

(1) - Este artigo é uma adequação das minhas respostas dadas a uma entrevista para fins acadêmicos que concedi em novembro de 2019.


A PALAVRA DE DEUS E AS PRÁTICAS EMPRESARIAIS DE SUCESSO - CAP 9


Capítulo 9 - A equilibrada e saudável Gestão Financeira

Sérgio Lopes (*)

Quer queiramos ou não, a gestão financeira de qualquer empreendimento é a base para sua sobrevivência no mercado e, invariavelmente a alavanca para o seu desenvolvimento e prosperidade.

Uma má gestão financeira não só contribui para o fracasso do seu negócio como coloca em risco seu patrimônio pessoal e, muitas vezes, até mesmo seus laços familiares e relacionamentos interpessoais.

Por isso, é recomendável que você siga as orientações da Palavra do Senhor na condução da vida financeira de seu negócio, para que ele esteja sempre em condições de lhe garantir aproveitamento de oportunidades de novos negócios, com visíveis ganhos que multiplicarão sua capacidade de sustentação e expansão no mercado.

E quais são as orientações da Palavra do Senhor no tocante à Gestão Financeira do seu negócio?

Primeira orientação, de acordo com o que está escrito em RM13: 7,8 “Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo: tributo, a quem imposto, imposto... A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros...”.

Mas, não se confunda; pois, não dever nada a ninguém é diferente de obter financiamentos para investimentos no negócio; pois, muitas vezes, precisamos recorrer a um dinheiro extra para ampliar nosso negócio, adquirindo imóvel, equipamentos, ferramentas, veículos ou outros recursos para alavancarmos a produção e, consequentemente, o faturamento e, por decorrência, também o lucro obtido. O correto é que o financiamento necessário para aquisição dos novos recursos seja pago com o lucro da expansão do negócio.

“Dever” significa não pagar o que foi contratado, o que foi combinado, protelar o pagamento dos salários aos colaboradores, dos serviços e/ou produtos adquiridos aos fornecedores, e dos tributos ao governo, enfim, assumir compromissos financeiros com terceiros e não honrá-los, deixando de cumprir obrigações financeiras e fiscais inerentes ao negócio.  

Cuidado especial na administração do dinheiro; pois, está escrito em Habacuque 2: 6,7 “Ai daquele que acumula o que não é seu (até quando?), e daquele que a si mesmo se carrega de penhores. Não se levantarão de repente os teus credores?...”.

Segunda orientação, leia e medite sobre o que está escrito em Mateus 22: 20, 21 “E ele lhes perguntou: De quem é esta efígie e inscrição?  Responderam: De César. Então, lhes disse :  Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.

Tanto é que ao saber que cobradores de impostos em Cafarnaum estavam questionando o pagamento de seu imposto, Jesus disse a Pedro ...vai ao mar, lança o anzol, e o primeiro peixe que fisgar, tira-o; e, abrindo-lhe a boca, acharás um estáter. Toma-o e o entrega-lhes por mim e por ti”. (MT: 17: 27).

A terceira orientação é sobre o dízimo, cujas orientações para o seu pagamento encontramos em Malaquias 3: 10 “Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro,  ... e provai-me nisto ...e não derramar sobre vós benção sem medida”.

Em resumo, para seguir as orientações da Palavra do Senhor no tocante à Gestão Financeira o empresário cristão deve: cumprir todos os compromissos financeiros assumidos perante terceiros; cumprir com suas obrigações junto ao Governo, pagando os impostos e taxas que incidirem sobre o seu negócio e recolher o dízimo regularmente, entregando o percentual tradicional sobre o resultado líquido do mês, depois de descontados os impostos, taxas e despesas realizadas no mês.

Acrescento aqui, duas regras básicas a serem seguidas pelo empresário cristão para não perder o controle financeiro do seu negócio, que são: adotar o fluxo de caixa como ferramenta de acompanhamento, controle e avaliação diária do movimento financeiro do seu negócio, atentando sempre para os “saldos negativos” e agindo no momento certo para elimina-los, se não puder evita-los. 

A segunda regra básica é administrar seu negócio com prudência para não gastar mais do que receber e assim, manter-se permanentemente no azul.

Por fim, recomendo que você não se esqueça do ensinamento que nos é passado em Provérbios 21: 20 “Tesouro desejável e azeite há na casa do sábio, mas, o homem insensato o desperdiça”.

Podemos interpretar este ensinamento como sendo uma orientação da Palavra do Senhor de que somente o empresário insensato consome tudo o que receber; pois, o empresário sábio administra sabiamente seu fluxo de caixa e, também sabiamente, guarda para o futuro.


(*) Sérgio Lopes

Cristão, Mestre em Administração, empresário, consultor, docente, articulista, pesquisador.

CONSULTORES: NEM ADIVINHOS, NEM MÁGICOS, NEM PALPITEIROS. PROFETAS, TALVEZ.


Frequentemente somos alvos de questionamentos.

Afinal, para que servem os consultores? Ha até mesmo quem já nos rotulou de “palpiteiros”, sem contar que circulam pelo mundo corporativo várias piadas a nosso respeito. Possivelmente, a mais conhecida delas diz que Consultor é aquele que lhe pede o relógio para lhe informar as horas.

Mas, será assim mesmo, tão simples o nosso papel dentro das Organizações?

Não somos palpiteiros, até por que não pagamos para palpitar como se faz nos jogos lotéricos, corridas de cavalo ou mesmo nos programas de televisão que promovem concursos de palavras, charadas e jogos interativos e similares. Também não somos pagos para isso.

Há quem nos considere adivinhos, há quem deseja que façamos mágica e há     também quem espera que façamos milagres transformando água em vinho.

Não somos adivinhos por que não temos a capacidade de ler nas cartas, ou nas pedras, ou numa bola de cristal o futuro de uma empresa e prescrevermos as soluções miraculosas para ela.

Não somos mágicos por que não conseguimos tirar coelho da cartola, nem transformar flor em lenço ou fazer caminhões desaparecerem no céu.

Não somos “milagreiros”. Sabemos que milagres quem faz é Deus, por meio de seu filho Jesus Cristo, como nos apresenta a passagem bíblica relatada em João 2: (7,9)  “Jesus lhes disse: Enchei de água as talhas. E eles as encheram totalmente. Então lhes determinou: Tirai agora e as levai ao mestre-sala. Eles o fizeram. Tendo o mestre-sala provado a água transformada em vinho ...”

Nós não temos visões como teve José que interpretou o sonho do Faraó, como está escrito em Gênesis 41 (15,36) “...lhe disse: Tive um sonho, e não há quem o interprete...Então, lhe respondeu José: O sonho de Faraó é apenas um; Deus manifestou a Faraó o que há de fazer...”

Ou como Daniel que interpretou o sonho de Nabucodonosor conforme relatado no livro Daniel 4: (19, 27) “Então Daniel ...esta é a interpretação, ó rei, e este é o decreto ...que virá contra o rei, meu senhor; ...Portanto, ó rei aceita o meu conselho ...”

Temos experiência, algo que o Prof. Luís Carlos Cabrera, há alguns anos atrás em uma de suas aulas, sabiamente chamou de “mochila” (comparação que eu, presente naquela aula, nunca mais esqueci) que vamos enchendo ao longo de nossa trajetória de vida, seja pessoal, seja profissional.

Temos conhecimento, adquirido ao longo dos muitos anos de estudos e de árduo trabalho, que vamos acumulando para  dele lançar mão quando enfrentamos os desafios propostos por nossos clientes, em busca de alternativas para orientá-los no melhores caminhos possíveis para  vencer os desafios propostos.

Temos e praticamos a visão sistêmica que nos induz a vermos o todo de uma situação que necessite de uma intervenção para ser solucionada ou apresentar melhor desempenho.

Temos a capacidade de analisarmos as causas prováveis de uma situação-problema e o fazemos com a isenção e transparência de um profissional externo, alguém de fora da empresa, sem o comprometimento emocional daqueles que estão dentro da Organização.

Temos, por dever de ofício, a obrigação de estarmos permanentemente atualizados em nossas áreas de atuação para oferecermos aos nossos clientes as melhores interpretações dos cenários nos quais eles atuam e as melhores recomendações auxiliando-os nos processos de tomadas de decisão.

Temos a plena consciência de que a decisão, a última palavra sobre um determinado assunto é e sempre será da empresa. Nós, consultores, somos conselheiros, orientadores e, quando nos permitem, assessores contribuindo para que as decisões tomadas se concretizem em ações de forma eficiente e eficaz trazendo os resultados desejados nos momentos das decisões.

Por tudo isso, reafirmo o que escrevi no título deste artigo: Não somos, adivinhos, nem mágicos, nem palpiteiros. Profetas, talvez.

Se você está pensando em contratar uma Consultoria em Gestão e/ou em Recursos Humanos, para reorganizar e preparar sua empresa para novos desafios, converse conosco.

GESTÃO DA MUDANÇA: OS SEGREDOS DO SUCESSO


Sem dúvida alguma, MUDANÇA hoje é palavra-chave no contexto empresarial e      organizacional.

As Organizações implementam  mudanças para  sobreviverem, competirem, permanecerem, vencerem, liderarem e

até mesmo nas formas de administrar seus colaboradores, promovendo-a por meio da adoção dos mais variados modelos de instrumentos de gestão, tais como: participativo, cogestão, reconhecimento por metas e por habilidades e competências ou em alguns casos pela adoção conjunta de todos os modelos acima, dando vida a um modelo personalizado e próprio para aquela Organização.
Como já escreveu Heráclito, (500 a. C.): A única coisa permanente é a mudança”.
E nós complementamos: mudar é preciso para garantir o alinhamento aos novos tempos, padrões e desafios da nova realidade conjuntural, ambiental e organizacional, sendo que as Mudanças, neste sentido, para atingirem seus objetivos precípuos podem se processar em vários níveis, a saber:




  • Da identidade: mudanças de visão, estratégias, de produtos, de mercado e no nível mais extremado, até dos “donos” do negócio,
  • Das relações: modelos de relacionamentos internos identificados através de pesquisas (clima organizacional) ou de observações do comportamento das pessoas dentro da organização,
  • Dos processos: fluxos produtivos, insumos, layouts, logística, informações, ciclos de produção,
  • Dos recursos: tecnologias, maquinários, imóveis, propriedades, etc
Entretanto, apesar de muitas vezes necessária e crucial para a sobrevivência da Organização, as Mudanças sofrem resistências, que podem ser creditadas a diferentes fatores, tais como:


  • Inércia - indiferença ou comodismo,
  • Rejeição - expectativas negativas,
  • Indecisão - crença nas soluções do passado, descrença no novo.
  • Jogo de poder - medição de forças entre detentores do poder na Organização.
  • Medo - segurança no emprego.
  • Procrastinação - “amanhã eu faço” (e esse amanhã nunca chega).
É fundamental para o sucesso das Mudanças organizacionais que os gestores que liderarem este processo entendam e aceitem o fato de que o processo de mudança mexe com a cultura organizacional e com as energias básicas de seus membros, seres humanos, tanto no nível individual, como no nível coletivo.

São, em síntese, três grandes áreas que são afetadas pelas Mudanças: a CULTURA ORGANIZACIONAL: por meio dos impactos causados na Visão, nos Princípios e Valores internalizados e arraigados ao longo do tempo; as PESSOAS: pelo fato de exigir novos comportamentos e atitudes e os PROCESSOS: por meio das alterações introduzidas na estrutura organizacional, na hierarquia, no processo decisório e nos sistemas de trabalho.



Sob este prisma, cabe-nos observar que um processo de Mudança Organizacional deve contemplar não só os impactos causados no trabalho, nos níveis de processo, fluxos, informações e recursos, mas, também, e principalmente, os impactos nas pessoas, buscando fortalecer os aspectos de: Identificação com a organização,
Motivação,
Comprometimento e
Segurança.



Esta constatação, no remete à seguinte questão: POR ONDE COMEÇAR UM PROCESSO DE MUDANÇA?


De imediato, encontramos a resposta que nos parece ser a mais adequada e com a qual trabalhamos intensamente.

A MUDANÇA por ser um Processo de Transformação deve ser iniciada pelo Planejamento e posteriormente, durante sua implantação, deve ser objeto de um eficaz Gerenciamento. Em suma, a Mudança, da forma como a vemos, deve ser PLANEJADA E GERENCIADA.






Perguntas dos tipos:

·          Por que mudar?
·          O que mudar?
·          Quando mudar?
·          Quanto mudar?
·          Como mudar?
·          Quem fará a mudança?
·          Quem fará parte da mudança?
·          Qual o custo previsto da mudança?
·          Quais os problemas potenciais que poderão ocorrer e como poderemos supera-los?

Devem ser formuladas, discutidas, avaliadas e respondidas pelos Gestores da Mudança, enquanto o Gerenciamento da Mudança, deve se caracterizar por ser uma atividade permanente, mensurável, pró-ativo, qualitativo e construtivo.

O sucesso decorrente da proposta de Mudança e das ações que serão encetadas para o atingimento dos objetivos colimados com a eficiência necessária e com a eficácia desejada será o resultado da soma de alguns fatores primordiais, a saber: motivação, liderança, conhecimento, comunicação e relacionamento, sobre os quais discorreremos brevemente a seguir:

Motivação é um fator básico; pois, sabemos que sem motivação não se sai de lugar nenhum e não se chega a lugar algum. Entendemos que os gestores da Organização são os principais responsáveis por criarem o ambiente interno favorável à Mudança pretendida, por meio de suas ações, atitudes e exemplos.

Liderança é um fator fundamental para se manter o rumo e ditar o ritmo em busca dos objetivos planejados. Tal qual a motivação, compete aos gestores liderarem a Mudança conduzindo com vigor, dedicação e objetividade o processo de Mudança nos âmbitos estratégico, tático e operacional.

Entendemos que o Conhecimento, outro fator relevante para o sucesso do processo de Mudanças, também deve ser cuidadosamente gerenciado dentro da comunidade organizacional oferecendo a todos os colaboradores oportunidade de ouvirem, absorverem e refletirem sobre as mudanças e os novos modelos de organização, gestão ou processos que estão sendo introduzidos.

Este gerenciamento do Conhecimento deve se dar na medida em que os novos processos forem sendo implantados e os colaboradores forem sendo gradativamente capacitados nas novas formas de trabalho, incluindo-se aqui as novas atribuições dos cargos, tarefas, registros e controles operacionais a serem adotados por cada um e pela Organização como um todo.

Para nós, a Comunicação é vital para manutenção da motivação, compreensão e comprometimento das pessoas com os processos de mudanças internas pelas quais passam as Organizações.

Por isso, recomendamos que informações de progresso do processo de mudança sejam fornecidas a todos os colaboradores, por meio de seus lideres por meio de reuniões formais que servirão também para combater e minimizar os efeitos nefastos da “Rádio Peão” que se instala nas Organizações nestas ocasiões.

Por fim, o fator Relacionamento é fundamental para o processo de Mudança; pois, por meio do relacionamento as pessoas se integram, se apóiam mutuamente, trocam experiências, desenvolvem novas visões sobre a transformação em curso e as forças individuais se somam de forma sinérgica construindo as bases efetivas da Mudança.

Quando a cultura organizacional vigente em uma Organização é construída com base nos relacionamentos interpessoais, o sucesso do processo de Mudança ganha visíveis vantagens com a prática intensiva do relacionamento interpessoal.

Temos consciência, entretanto, que qualquer Organização que se lançar em um processo de Mudança, enfrentará os tradicionais problemas potenciais envolvidos numa Mudança    organizacional, dentre os quais destacamos:

·         A ação do imponderável com suas variáveis fora do controle interno da Organização,
·         Os efeitos das resistências internas, nem sempre visíveis ou declaradas, e
·         A demora na obtenção dos resultados prometidos, que poderão acarretar perda de foco e diminuição do comprometimento das pessoas com a mudança em si.

Geralmente a demora na obtenção dos resultados, transforma a empolgação em desânimo e a confiança em descrédito, até que os resultados e os benefícios da mudança começam a aparecer aos olhos de todos, provocando, com isso, a reversão do processo, trazendo, mais uma vez, ao topo a motivação, a empolgação e a confiança na mudança em andamento na Organização.

Sabemos, entretanto, que os efeitos deste problema potencial enfrentado por todas as Organizações que se propõem a implementar as Mudanças podem sem mitigados por meio do uso efetivo do Gerenciamento da Mudança que quando executado de forma planejada, transparente e eficaz fortalece os pontos fortes do processo de forma a superar as eventuais dificuldades que surgirem ao longo do seu caminho.

Para evitar a ocorrência deste ultimo problema potencial citado, recomendamos que o planejamento do processo de mudança de qualquer Organização sempre que possível contemple o atingimento de metas nas três dimensões temporais: No curto prazo, no médio prazo e no longo prazo.

Quanto mais cedo surgirem resultados das mudanças que estão sendo introduzidas na Organização, mais fracos se tornam os focos de resistência e maiores são as adesões ao processo “que está dando certo”.

Por fim, gostaríamos de concluir este artigo com a seguinte frase:
 “Não há Mudança se os novos processos não se consolidarem em novas atitudes e novos comportamentos das pessoas” que se espelham em seus lideres e, portanto, reagem muito mais à prática (ao que vêem) do que ao discurso (ao que ouvem).

Pense nisto e sucesso em seu processo de mudança.
  
Se você precisa de uma consultoria para ajuda-lo a implementar MUDANÇAS em sua Organização, converse conosco.



SINERGIA: O MILAGRE DA MULTIPLICAÇÃO DAS FORÇAS


“Tomando ele os cinco pães e os dois peixes, erguendo os olhos para o céu, os abençoou e, partindo os pães, deu-os aos discípulos para que os distribuíssem; e, por todos repartiu também os dois peixes... Os que comeram dos pães eram cinco mil homens”
(Bíblia de Estudos Almeida, Mc, 6.41: 44). 

Para escrevermos sobre SINERGIA, o milagre da multiplicação das forças, nada melhor que iniciarmos pelo seu significado, que apresentamos a seguir: A sinergia é a interação de múltiplos elementos em um sistema para produzir um efeito diferente ou superior à soma de seus efeitos individuais, o termo sinergia vem da palavra grega synergia, que significa trabalhar em conjunto". (1)


Sob a ótica de gestão empresarial, SINERGIA é o efeito que obtemos quando duas ou mais pessoas se juntam para resolver um problema ou desenvolver uma ideia, somando esforços e pensando coletivamente buscando juntas respostas ao problema ou á situação apresentada. Os resultados obtidos quando trabalhamos em sinergia com outras pessoas são maiores e, geralmente, melhores do que seria alcançado se cada uma dessas pessoas trabalhasse individualmente.

A prática da sinergia cria uma força transformadora dentro da Organização que a torna mais forte e mais competitiva visto que todos os esforços são direcionados para o mesmo ponto, o mesmo objetivo. Quando uma Organização coloca a sinergia a serviço da criatividade e inovação multiplicam-se suas alternativas para responder com rapidez e eficácia as demandas de seus clientes e os desafios do mercado; pois, ela consegue transformar problemas em oportunidades.

Há sinergia quando trabalhamos em conjunto, realizando esforços simultâneos direcionados para uma só direção e, neste caso, destacam-se características de cooperação, colaboração, conjunto, empatia, preocupação com metas coletivas, compartilhamento de conhecimentos e comunicação interpessoal, que são as principais características de uma equipe.

Em outras palavras, existe sinergia quando todos trabalham voltados para o mesmo objetivo e cada membro se sente um “construtor de catedrais”.

Parafraseando Henry Ford que nos legou a frase: “Reunir-se é um começo, permanecer juntos é um progresso, e trabalhar juntos é um sucesso”, entendemos que compete aos ocupantes de cargos de liderança nas Organizações promoverem junto aos seus colaboradores a prática do trabalho em conjunto, buscando permanentemente a coesão, a sinergia, conduzindo-os como se formassem uma só equipe, buscando o mesmo resultado.  

A SINERGIA quando colocada a serviço da criatividade e inovação acelera a transformação do pensamento criativo em algo real, seja um bem ou um serviço. Nenhum resultado valioso e sustentado é alcançado por Organizações divididas em silos ou feudos, dirigidos por líderes de visões curtas e equivocadas que se acham acima da própria Visão, Missão e Valores da Organização e conduzem suas áreas de responsabilidade como se fosse um fim em si mesmo. Organizações com esta característica, que mais se parecem com um amontoado de  ilhas do que um continente,  são fadadas a perderem o jogo da competitividade, talentos, clientes e dinheiro e caminham rapidamente para o abismo da falência.

Resultados sustentáveis e duradouros são obtidos quando o propósito de todos é o mesmo, quando cada membro da equipe agrega valor com seu trabalho ao trabalho do seu colega de equipe e assim sucessivamente de sorte que todos comungam do mesmo lema que os valorosos Mosqueteiros eternizaram: Um por todos e todos por um.
A prática da SINERGIA mostra como os membros da Organização reagem frente aos problemas diários: sempre é um problema nosso e nunca um problema só de um ou de outro.

Em 2010, depois de conquistar mais uma Copa dos Campeões, o técnico José Mourinho declarou: “Vencer é importante. Não é a camisa que vence. Não é o salário que vence. É a mentalidade, a disposição para funcionar como equipe”.

Precisamos, urgentemente, de SERES SINÉRGICOS em nossas Organizações, que sejam:

·         Comprometidos com resultados,
·         Engajados com a visão, missão e valores da empresa,
·         Proativos,
·         Gerenciadores de crises,
·         Empáticos,
·         Resilientes,
·         Provedores de soluções.

E que também possuam:
·         Perfil de líder servidor,
·         Capacidade de negociação,
·         Visão sistêmica,
·         Consciência de custos, e
·         Visão de riscos do negócio

Não tenho dúvidas, de que o SER SINÉRGICO é aquele que faz diferença.

A sinergia é mais do que um ato de sobrevivência. É uma demonstração de inteligência.

Para terminar, reproduzimos uma frase de Michael Jordan, um dos maiores ídolos do basquetebol mundial que afirmou: “Com talento ganhamos partidas; com trabalho em equipe e inteligência ganhamos campeonatos”.

Se você precisa de uma consultoria para ajuda-lo a FORMAR E GERENCIAR EQUIPES SINÉRGICAS em sua Organização, converse conosco.


OS RISCOS DO CLIENTE ÚNICO E/OU DO CLIENTE Nº 1


Hoje quero lhes escrever sobre os riscos do cliente único e do cliente nº 1.

Aparentemente são situações diferentes. Apenas aparentemente; pois, quem tem um só cliente tem 100% de risco concentrado, mas, quem tem mais de um cliente tem os riscos mais diluídos.

Porém, quando em sua carteira de clientes, há o predomínio do cliente nº 1, cuja participação é tão relevante para o seu negócio, que sozinho responde por quase todo o seu faturamento, por exemplo, por 80% dele, o risco que seu negócio corre é o mesmo de quem tem apenas um cliente.

Neste caso, eu lhe afirmo, os riscos são iguais, da mesma magnitude e com as mesmas perigosas e incontroláveis consequências.

Seu negócio depende de um único cliente?

Você tem um cliente que responde por quase 80% do seu faturamento?

Com certeza, quando seu cliente espirra lá, você tem pneumonia aqui.

O fato de você ser empresário os riscos são permanentes, o fato de você ser empresário com um só cliente os riscos são mais que permanentes, são de alta criticidade e estão sentados na sua sala, prontos para entrarem em ação.

Nenhum cliente deve representar mais do que 25% do seu faturamento.

Não dependa de um único cliente.

Se você abriu seu negócio para fornecer (produtos ou serviços) ao seu ex- empregador, como uma forma de continuidade do vínculo antes existente e acredita que só houve uma alteração: de empregado vinculado pela CLT para prestador de serviço e/ou fornecedor de produtos (materiais, peças, semiacabados etc) fique atento; pois, qualquer mudança na cúpula do seu ex-empregador (de dirigentes ou de políticas de compras, por exemplo) poderá comprometer seu negócio, causando um estrago tão grande que poderá leva-lo à falência.

Diversifique, explore mercados, divulgue seu negócio, entre em novos segmentos.

Assuma novos desafios.

Semeie, semeie, semeie mesmo que algumas sementes caiam em terreno infértil. Lembre-se da Parábola do Semeador.

Não se esqueça, de que quem tem um só cliente ou depende tanto de um que outros parecem nem existir, não tem nenhum.

Mantenha seu portifólio em dia, tenha cartões de visitas e folders sempre atualizados e a mão para serem distribuídos a qualquer momento.

Invista na divulgação de seu negócio. Exponha-se, marque presença, lembre-se do velho ditado: “Quem não é visto, não é lembrado”.

Participe de feiras e exposições promovidas por entidades de classe de apoio à pequena e média empresa e outras que dizem respeito ao seu segmento de negócios.

Frequente Associações e Entidades de Classe, não tanto para conquistar clientes, mas, para se relacionar e aprender com quem já “chegou lá”, firmar parcerias e ser visto como uma alternativa até para uma terceirização por parte dos maiores.

Mantenha seu site atualizado. Se há alguma coisa que deponha contra uma empresa é um site desatualizado com notícias, informações e artigos de muito tempo atrás. Isto passa para o leitor uma percepção de desinteresse, desleixo ou até mesmo de dificuldades financeiras que impedem de manter o site em dia.

Se você se propôs a publicar notícias no seu site, que o faça diariamente.

Se você abriu espaço para publicações de diversos autores, busque e amplie seu rol de articulistas para que ali tenha artigos constantemente renovados.

Um dos maiores riscos que seu negócio corre quando você tem um só cliente ou depende do cliente nº1, que responda por mais de 25% do seu faturamento, é ser substituído quando ocorrer fatos relevantes na empresa-cliente que venha a afetar seu negócio, por exemplo: mudanças no modelo de gestão, na tecnologia utilizada, no modelo de aquisição de serviços ou produtos, ou, pela ocorrência de algo mais radical, como por exemplo, troca de diretoria.

A diversificação de sua carteira de clientes é um passaporte para a sua sobrevivência, num primeiro plano, e crescimento e expansão, num segundo momento, reduzindo seu risco e permitindo que você administre com mais visibilidade e segurança.

Mas, cuidado, sua diversificação, sua expansão, a redução da dependência deverá ser planejada e, portanto, recomendo que você elabore um Planejamento Estratégico no qual serão definidos seus objetivos e metas estratégicas e os prazos desejados para atingi-los; suas estratégias de curto, médio e longo prazo, suas métricas de medição e avaliação de resultados e seus planos de ação, por meio dos quais suas estratégias serão executadas em direção aos objetivos e metas a serem atingidos.

Pense nisso. Planeje o futuro de seu negócio sem dependência a um só cliente.

Se você precisa de uma consultoria para ajuda-lo a planejar a diversificação de seus clientes e como atingi-los, converse conosco.